segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ler+ para vencer - 2009/2010



As Bibliotecas Escolares de Lamego n.º1 e de Sucres promoveram a entrega de livros oferecidos pelo Plano Nacional de Leitura no âmbito da iniciativa Ler+ para vencer.

Para acolher os novos colegas, os alunos do 2ºA e do 2ºC apresentaram diferentes leituras.

Com a presença dos alunos, dos seus professores e encarregados de educação, as Bibliotecas Escolares foram pequenas para conter toda a alegria destas crianças que, agora, iniciam o processo de descobrir o prazer da leitura autónoma.









quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Regresso às aulas

Neste regresso às aulas, a tua Biblioteca Escolar faz-te um convite:

Vamos ler!
Vamos à Biblioteca!


Aqui está o convite para uma viagem - uma viagem com os livros, os filmes e a música, o multimédia e a internet. O cais de embarque está bem pertinho, na biblioteca da escola, na biblioteca pública.

Escolham o que mais vos agradar e partam à aventura. (...) . Descubram as maravilhas do mundo real e do mundo da fantasia. Aprendam e sonhem. Divirtam-se, divirtam-se muito!

Ah, como é bom viajar assim, faça sol ou faça chuva, haja ou não haja dinheiro na algibeira para gastar.

Ah, como é bom ir à biblioteca!

Luísa Ducla Soares

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Troca as voltas à gripe com a tua biblioteca

Prevenção da Gripe A 2009

A tua Biblioteca Escolar sugere-te a consulta de alguns documentos informativos para te auxiliar a prevenir gripe A.
Vamos trocar as voltas à gripe!

Recursos Educativos em Linha

A RBE (Rede de Bibliotecas Escolares) disponibiliza recursos educativos em linha com o objectivo de apoiar as actividades a realizar pela biblioteca, pelos professores e pelos alunos na escola ou no domicílio, procurando minimizar os condicionalismos impostos pelo desenrolar da gripe nos estabelecimentos escolares.

Ler+ Agir contra a Gripe A

O PNL, em colaboração com a DGS, acaba de publicar um novo livro digital sobre a gripe A. Podes aceder a este livro através do endereço http://e-livros.clube-de-leituras.pt/



quinta-feira, 18 de junho de 2009

Biblioteca de Livros Digitais

As Férias de Verão estão a chegar e tu vais ter mais tempo para folhear os livros que a Biblioteca de Livros Digitais te oferece.


Esta iniciativa do Programa Ler+ conta já com mais de duas dezenas de livros de diversos autores.

Se já tens o teu portátil Magalhães, ou outro computador, e uma ligação à Internet podes ler estes livros e explorar todas as possibilidades que eles te oferecem: podes lê-los página a página, com ou sem animação, ou simplesmente ouvir a sua leitura.

Alguns dos livros permitem-te assistir a uma apresentação animada das personagens principais, bem como ouvir os autores e os ilustradores falar sobre as suas obras.

Podes ainda personalizar os livros, criar um perfil e divulgar os textos que escreveste.


Para consultar a Biblioteca de Livros Digitais acede a
http://e-livros.clube-de-leituras.pt

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Concurso Bom Leitor

No início do ano lectivo, os leitores das Bibliotecas Escolares de Lamego n.º1 e de Sucres foram convidados a efectuar fichas de leitura sobre os livros requisitados.

Um número muito significativo de alunos empenhou-se na realização desta tarefa tendo produzido fichas de leitura com qualidade. Do total de participantes foram seleccionados 48 alunos como "Bons Leitores".

A entrega dos prémios, um livro e um diploma, decorreu nos dias 12, 15 e 16 de Junho com a colaboração dos professores Regina Guedes e Secundino Gil, vice-presidentes do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Lamego.





PARABÉNS
"BONS LEITORES"!






Escola EB1 de Lamego n.º1
Ana Alexandra Monteiro Ribeiro
Anabela dos Santos Silva
Ana Catarina Correia Rodrigues
Ana Margarida Felisberto Rebelo
Ana Margarida Nunes de Oliveira
Ana Margarida da Silva Cunha
Ana Patrícia Gouveia Trindade
Ana Rita Monteiro Lima
Ana Sofia Fernandes de Carvalho
António José Rodrigues do Paço
António Vouga Ribeiro
Beatriz Coelho Roma
Beatriz Monteiro da Silva
Carolina Gouveia Moraes
Carolina Raquel Moura Guedes
Daniel Teixeira Silva
Diogo Henrique Santos Silva
Diogo Magalhães Cardoso C. Montenegro
Fabiana Filipa Silva Gonçalves
Filipa Pereira Nunes
Francisca Campos Ramos dos Santos
Francisca Ferreira Rosa
Francisca Isabel M. Parente
Francisco Daniel Pereira Ribeiro
Gonçalo Pombinho Carneiro
Inês Maria Amorim Teixeira
Joana Portugal da Mota M. Lourenço
Laura Oliveira Figueiredo
Lucas Mateus Castro de Medeiros
Margarida Sofia Tomás Cardoso
Maria Alexandra Monteiro Moutinho
Maria João de Carvalho Guerra
Mariana Magalhães C. Montenegro
Mariana Ramalho Pinto
Mónica Alexandra Almeida Colónia
Paulo Filipe Gonçalves Xavier
Raquel Correia Dias Duarte Choça
Sabrina Pereira Barbosa
Sandra Helena Gouveia Pinto
Sofia Alexandra Correia Pereira
Sofia Oliveira Gonçalves


Escola EB1 de Magueija

César Eduardo Carvalho Rodrigues
Joel Rua Ribeiro
Jorge Alves Silva
Leandro Miguel dos Santos Paiva
Vanessa da Rua Seleno


Escola EB1 de Sucres

Mariana da Costa Dias
Madalena Alves Pereira

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia Mundial da Criança

As crianças têm direitos

Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e também pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo (192). Apenas dois países, os Estados Unidos da América e a Somália, ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Portugal ratificou a Convenção em 21 de Setembro de 1990.


































































































Turmas: 1.ºA, 1.ºB, 1.ºC
Escola EB1 de Lamego n.º1

domingo, 24 de maio de 2009

A Menina que sorria a dormir de Isabel Zambujal

Vou falar-vos de um livro que me deixou fascinada: “A Menina que sorria a dormir”, de Isabel Zambujal.
Comecei por ficar curiosa com o título. Sorria a dormir?! Porquê? Usei um dos direitos do leitor, prescritos por Daniel Pennac no seu livro “Como um romance”, e comecei a “debicar” o livro aqui e ali, encontrando passagens que me agradaram imenso e me impeliram à sua leitura completa. Conta-nos a história de uma menina, a Glória, que vivia numa aldeia pequena e com poucos habitantes. Era uma menina igual a tantas outras, mas tinha uma dificuldade: não conseguia dormir sem ser embalada por histórias. Quando alguém parava de contar a história, fosse a que horas fosse, a menina abria imediatamente os olhos e dizia, sorridente: “- E depois, e depois?”. Ora, apesar de amor de mãe ser infinito, não há mãe que aguente noites inteiras e seguidas a contar histórias. Então, todos os habitantes da aldeia, num verdadeiro espírito solidário, cooperativo e comunitário, contribuíram para que a Glória tivesse um sono feliz e descansado, ou seja, seguindo uma escala elaborada pela professora daquele local, cada habitante, várias vezes por mês, passava a noite acordado a contar histórias à menina.
O pai, que vivia muito longe, também lhe contava histórias, através de cartas, que a faziam viajar por terras distantes. Era o único que lhe contava histórias de viagens. Cada habitante tinha experiências de vida e gostos de leitura diferentes, portanto cada um tinha o seu tipo de histórias preferidas. Uns contavam fábulas, alguns, adivinhas, outros, histórias de reis e de princesas ou histórias doces…
Só que esta situação estava a tornar-se insustentável para os habitantes da aldeia que, apesar de gostarem muito da menina, começavam a sentir o peso do cansaço acumulado de muitas noites em branco. Até que, um dia, Glória recebeu do pai um presente especial: uma caixinha e, no seu interior, uma menina que parecia uma princesa, deitada sobre um montinho de algodão branco e fofo como as nuvens. O bilhete que a acompanhava explicava que era uma “Fadinha de Olhos Fechados” e que a tinha descoberto num lugar onde as pessoas dormem a ouvir histórias, só que ninguém precisa de ficar acordado, pois todos os habitantes têm uma “Fadinha de Olhos Fechados a viver dentro da sua almofada. A Fadinha gosta de passar as noites a sussurrar histórias ao ouvido de quem dorme. A essas histórias chamam-lhes sonhos.” (p. 34).
O que aconteceu em seguida? Ah, isso eu não conto! Leiam o livro e deliciem-se.
Este livro fez-me lembrar um provérbio africano que diz o seguinte: “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.” Quanta verdade e sabedoria ele encerra! Não tenhamos dúvidas de que é preciso uma “aldeia inteira”, ou seja, toda a Comunidade, para educar uma criança: Família, Escola, Sociedade, devem congregar esforços e articular estratégias, em prol da educação dos seus jovens. O resultado será compensador, altamente gratificante, como espelha esta história.
E, para finalizar, só queria expressar um desejo: Que nunca deixemos de ouvir o sussurrar da nossa “Fadinha de Olhos Fechados” e nunca percamos a capacidade de sonhar e, até, de envolver os outros nos nossos sonhos, pois se alguns são pessoais, muitos outros poderão ser colectivos e abranger a nossa “ALDEIA”.
É evidente que este livro, lido por uma criança ou um jovem, pode ter outras leituras, cada leitor faz a sua, pois “Se o texto é obra do autor, a leitura é uma actividade de reconstrução da significação por um leitor que lê o texto à luz do seu universo de referências” (Fernando Azevedo, Formar Leitores). Contudo, apesar de diferentes, as suas leituras não serão menos válidas, nem menos interessantes.

Lídia Valadares
12/05/2009

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Projecto "O Espaço" - Hora do Reconto


O projecto "O Espaço" do Serviço Educativo do Museu do Douro, no ano lectivo de 08/09, mobilizou todos os alunos do Pré-Escolar e do 1.º CEB do Agrupamento de Escolas de Lamego. Durante o desenrolar do projecto cada turma elaborou uma história original e construiu um livro recorrendo a diferentes materiais, técnicas e formatos.
As histórias foram (re)contadas nas escolas, nas Bibliotecas Escolares de Lamego n.º 1, na Biblioteca Escolar de Sucres e noutros espaços.
Os livros foram enviados para o Museu do Douro onde estarão expostos do dia 1 de Junho a Outubro.
Uma exposição a não perder!



















































segunda-feira, 4 de maio de 2009

Comunidade de Leitores


Os três desejos

"Sonhar não custa dinheiro. Por isso, o Manuel e a Maria, que tinham sempre a algibeira vazia, fartavam-se de sonhar.
-Ah, se eu fosse rico havia de arranjar um palácio e à volta uma quinta e à volta uma floresta a perder de vista..."

Contos Para Rir
Luísa Ducla Soares
il. Sandra Abafa
Civilização Editora, 2007












Maio traz-nos as desejadas cerejas.

A professora Arminda Rodrigues traz-nos histórias divertidas.

Em Maio saboreamos cerejas e ouvimos Contos para Rir de Luísa Ducla Soares.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Uma rosa por um livro



Dia Mundial do Livro


Retomando e adaptando a velha tradição catalã, os utilizadores da Biblioteca foram convidados a oferecer um livro e a receber, em troca, uma rosa.

Neste Dia Mundial do Livro, alunos e professores passaram pela Biblioteca e enriqueceram o seu fundo bibliográfico com a oferta de dezenas e dezenas de livros.

A Biblioteca é, sem dúvida, um local de partilha!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Dia Mundial do Livro

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor: 23 de Abril
World Book and Copyright Day - April 23 23

No dia 23 de Abril de 1616 faleceram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Inca Garcilaso de la Vega. Na mesma data nasceram – ou morreram – outros escritores eminentes como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla ou Manuel Mejía Vallejo.

Esta data tão simbólica para a literatura universal foi escolhida pela Conferência Geral da UNESCO para prestar uma homenagem mundial ao livro e aos seus autores, e estimular em todos, particularmente nos mais jovens, o prazer da leitura e o respeito pela valiosa contribuição dos criadores para o progresso social e cultural.

A ideia desta celebração partiu da Catalunha (Espanha), onde neste dia é tradição trocar uma rosa por um livro.





Cartaz para o Dia Mundial do Livro
Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas

Ilustração de Pierre Pratt, ilustrador e autor de livros infantis, nascido em 1962 em Montreal e residente em Lisboa

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Dia Internacional do Livro Infantil


Dia Internacional do Livro Infantil

Mensagem do 2 de Abril


Desde 1967 que, no dia 2 de Abril, data de aniversário de Hans Christian Andersen, se celebra o Dia Internacional do Livro Infantil para inspirar o amor pela leitura e chamar a atenção para a literatura infantil.

Este dia foi instituído pela Unesco e é promovido pela IBBY (International Board on Books for Young People).


Eu sou o mundo


Eu sou o mundo e o mundo sou eu,
porque com o meu livro,
posso ser tudo o que quiser.
Palavras e imagens, verso e prosa
levam-me a lugares a um tempo próximos e distantes.


Na terra dos sultões e do ouro,
há mil histórias a descobrir.
Tapetes voadores, lâmpadas mágicas,
génios, vampiros e Sindbades
contam os seus segredos a Xerazade.

Com cada palavra de cada página
viajo pelo tempo e pelo espaço
e, nas asas da fantasia,
o meu espírito atravessa terra e mar.

Quanto mais leio mais compreendo
que com o meu livro
estarei sempre
na melhor das companhias.
Hani D. El-Masri

Tradução: José António Gomes

segunda-feira, 23 de março de 2009

Dia Mundial da Poesia

O DIA DA POESIA
(21 de Março)


Este dia, quando nasce,
põe estrelas nos olhos dos meninos
que à luz dos versos
parecem ainda mais pequeninos,
porque a poesia é uma aventura
que tem asas brancas de fada
e o gosto tão doce da aventura.

José Jorge Letria,
O Livro dos Dias



Com a chegada da Primavera a poesia entrou com força nas nossas escolas e bibliotecas.
A pretexto do Dia Mundial da Poesia alunos, professores e convidados têm o prazer de ler em voz alta poemas de autores como Alexandre O'Neil, António Gedeão, David Mourão Ferreira, Florbela Espanca, Fernando Pessoa, José Jorge Letria, Leonel Neves, Luísa Ducla Soares, Luís Vaz de Camões, Maria Alberta Meneres ou Sidónio Muralha, entre muitos outros.
Depois é regressar às salas de aulas e fazer poesia:




Primavera

Na Primavera os pássaros
fazem piu... piu...
e há ovos coloridos
túlipas, dálias bonitas,
borboletas cintilantes
cantantes grilos falantes
dias de sol, alegria...
e com muita poesia.

Meninos jogam à bola,
comem riem
dão a mão
e cantam uma canção.

1.º C, Escola EB1 de Lamego n.º1

domingo, 8 de março de 2009

Semana da Leitura




As Bibliotecas Escolares de Lamego n.º1 e de Sucres celebram a Semana da Leitura 09 com a colaboração de um vasto conjunto de convidados.


De 9 a 13 de Março, estas bibliotecas serão o ponto de encontro para centenas de crianças do Pré-escolar e do 1.ºCEB do Agrupamento Vertical de Escolas de Lamego festejarem o seu gosto pela leitura com sessões de animação de leitura, poesia, música, teatro, dramatizações ou leituras em inglês.









sábado, 21 de fevereiro de 2009

Desfile de Carnaval "Contos Infantis"



Atenção!!!

As personagens dos contos infantis, cansadas de estar fechadas nos livros, fugiram e invadiram as ruas de Lamego.

Para espanto de todos, saíram da Escola EB1 de Lamego n.º 1 príncipes e princesas, reis e rainhas, bruxas e fadas, lebres e tartarugas, figuras das mil e uma noites, flautistas de Hamelin, Capuchinhos Vermelhos e lobos maus, Carochinhas, dálmatas e a inevitável Cruela, ... . Enfim, um número infindável de personagens que se foram encontrar com os artistas circences que provinham do Jardim de Infância de Lamego n.º 1.

Aqui ficam algumas imagens deste dia memorável.




































sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Projecto "O Espaço" - Museu do Douro

"As paisagens do cosmos e as paisagens dos locais em que as crianças e jovens habitam ou estudam são a base para a exploração sensorial, para a observação, para a pesquisa de dados científicos e literários, para a criação de imaginários. Estas acções são instrumentos para o desenvolvimento da criatividade, da capacidade crítica de olhar o mundo envolvente, próximo e longínquo, e consequentemente, dos sentidos de pertença do indivíduo em desenvolvimento."
"O Espaço"
Projecto com Escolas - 2008/2009
Serviço Educativo - Museu do Douro

Com a finalidade de sensibilizar, consciencializar e levar a participar crianças e jovens nas temáticas globais e, consequentemente, locais, tendo em conta as questões do ambiente e da sustentabilidade como factores essenciais e decisivos na melhoria das condições de vida, o Serviço Educativo do Museu do Douro prossegue com o desenvolvimento do projecto "O Espaço", agora em sessões dinamizadas nas suas novas instalações.
No âmbito deste projecto, em Fevereiro e Março, os alunos dos Jardins de Infância e das Escolas EB1 do Agrupamento Vertical de Lamego deslocam-se à sede do Museu do Douro para senti-lo como um "lugar onde se vê, se lê, se cria e se experimenta".
Tendo como base textos escritos pelas crianças, cada sessão resulta numa experiência mágica - única e irrepetível - onde são oferecidas oportunidades de explorar o espaço e o próprio corpo, de expressar-se de formas diversificadas e de vivenciar situações decorrentes da sua criatividade.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Comunidade de Leitores


Escrita por Lídia Valadares propositadamente para esta ocasião, a história de Arlequim foi apresentada pela autora nas Bibliotecas Escolares de Lamego n.º1 e de Sucres.
Com Arlequim, Lídia Valadares levou-nos a viajar no tempo e no espaço. Nesta viagem nada foi esquecido, imagens, músicas e danças criaram um cenário tipicamente veneziano.
A história de Arlequim é um hino à amizade, à partilha e à generosidade.
É com generosidade que Lídia Valadares a partilha connosco.


Arlequim

A história que vou contar passou-se há muitos anos, em Itália, aquele país da Europa que tem a forma de uma bota de cano alto. Pois esta história teve lugar, exactamente, em Veneza, uma das mais belas e originais cidades do mundo. Esta cidade, situada a nordeste da Itália, isto é, mesmo no cimo do cano da bota, do lado direito, foi construída sobre dezenas de ilhas pequenas, muito próximas umas das outras. Ora, já estão a imaginar o efeito, não estão? Os canais de água que separam as ilhas onde estão as habitações são o equivalente às nossas ruas de cidade. São uma espécie de ruas de água. Só que, nestes canais, não circulam carros, nem autocarros, como é evidente, mas vários tipos de barcos, embora os mais típicos desta zona sejam as gôndolas. Há também algumas pontes para se poder atravessar de uma margem para a outra. E tudo isto dá um aspecto raro e magnífico a este local, parece uma cidade de um conto de fadas!

Agora, que já estamos a ver o sítio, vamos à lenda.

Dizem que tudo se passou na época do Carnaval. Como já devem saber, o Carnaval de Veneza é muito famoso. As pessoas disfarçam-se para sair à rua, usando as célebres máscaras venezianas e trajes muito elegantes, dos séculos XVII e XVIII. Durante vários dias, realizam-se desfiles pela cidade e, à noite, há faustosos bailes em salões. Ninguém se conhece, tudo anda disfarçado, fingindo ser príncipe ou princesa, rei ou rainha, dama da corte, cavaleiro da noite, Pierrot, fada, uma personagem célebre, enfim, o que deseja ser, por algum tempo… Parece o reino da fantasia!
Ora, num imponente e belíssimo palácio de Veneza, mesmo no final do Canal Grande, a principal “rua de água” de Veneza, vivia uma condessa muito rica que, todos os anos, no Carnaval, organizava um magnífico baile de máscaras, para o qual convidava todos os rapazes e raparigas da cidade. Fazia, apenas, uma exigência: todos os convidados tinham de ir mascarados. Era premiado aquele ou aquela que melhor se apresentasse. Era uma festa e uma azáfama! Durante vários dias, as mães dos jovens esforçavam-se por confeccionar os mais belos fatos, para que os seus filhos pudessem ganhar o prémio. Era uma alegria indescritível. Bem, mas não para todos… Arlequim estava tristíssimo, pois era muito pobre e a sua mãe não poderia fazer-lhe o traje. Sim, chamava-se Arlequim, poderia ser Arlexico, Arlezé, Arletó, mas não, era Arlequim, um nome muito curioso, não acham?

Os amigos andavam preocupados com a situação do Arlequim, pois gostavam muito dele. Era um rapaz muito simpático, divertido, sincero, leal, tolerante, generoso e, portanto, muito estimado pelos companheiros.

- Não estejas triste! – animava-o Giulia com ternura.

- Tens de vir connosco, Arlequim! – dizia Francesco, inconformado.

- Como? – perguntava Arlequim – Os trajes são luxuosos e, como vós sabeis, a minha família não tem dinheiro para isso.

- Mas tem uma alma mais nobre do que a de muitos ricos! – consolava-o Valentina, com convicção e doçura.

Arlequim sorria com melancolia e gracejava:

- Obrigado, meus amigos, mas não posso ir vestido com a alma!

E da boca dos seus amigos saíam palavras doces, macias, quentes, daquelas que nos beijam, nos abraçam e nos aconchegam, quando estamos tristes.

Como já era tarde, abandonaram a Praça de S. Marcos, onde se encontravam, e dirigiram-se para suas casas.

Pietro, Marco, Leonardo e Martina faziam juntos o trajecto, pois moravam próximos, mas caminhavam em silêncio, pensativos, com o coração anoitecido. Atravessaram a Ponte de Rialto, mas não riam, nem alto, nem baixo, não estavam para graças. Mais adiante, atravessaram a Ponte dos Suspiros e suspiraram:

- Temos de fazer alguma coisa, temos de arranjar uma solução para que o Arlequim possa ir ao baile. Ele está sempre pronto a ajudar-nos e a amizade tem de ser recíproca.

Sem o Arlequim saber, no dia seguinte, reuniram-se todos na Ponte dos Descalços (mas iam calçados) e, como várias cabeças pensam melhor do que uma só, num verdadeiro trabalho de equipa, procuraram resolver aquele problema.

- Então, descobriram alguma solução? – perguntou Marco, ansioso.

- Olhem, tive uma ideia! – anunciou Pietro, que era o mais expedito – E se lhe dermos os restos dos tecidos que sobrarem dos nossos fatos?

- Os restos?! Francamente, Pietro, que disparate! Para que lhe serviriam os restos?

Seguiram-se alguns segundos de silêncio em que todos remoeram a sugestão apresentada. De repente, Martina, sempre mais ponderada, declarou:

- Não me parece má ideia. Com os restos, sempre poderá fazer um traje qualquer, mesmo que seja mais simples. O que interessa é ir connosco ao baile. Além do mais, não me ocorre outra hipótese.

- Não se esqueçam que, naquela família, o que falta em dinheiro, abunda em vontade, persistência e imaginação. E eu tenho a certeza de que eles vão conseguir fazer qualquer coisa - acrescentou Pietro.

E a ideia foi posta em prática.

A mãe do Arlequim observou os retalhos com muita atenção, pensou-os demoradamente, estudou-os com muito amor e, com criatividade e bom gosto, imaginou um modelo genial: cortou vários losangos da mesma dimensão, combinou-os habilidosamente e conseguiu fazer uma fantasia multicolorida e deslumbrante. Nunca se tinha visto nada deste género!

E, assim, Arlequim pôde entrar no palácio, acompanhado pelos seus amigos, que o contemplavam fascinados e orgulhosos. Realmente, o seu fato parecia ter saído das mãos de um costureiro famoso ou de um pintor célebre que tivesse pintado cuidadosamente muitos losangos de várias cores! Todos o apreciavam extasiados.

A condessa, quando o viu no seu salão, demorou longamente o seu olhar naquela obra de arte e, simultaneamente admirada e maravilhada, dirigindo-se a ele, perguntou-lhe:

- Como arranjaste esse traje tão lindo?

Arlequim, com alegria e emoção, respondeu:

- O meu fato foi feito com a bondade dos meus amigos e com o coração da minha mãe.

E, nesse ano, foi precisamente Arlequim quem ganhou o prémio por se ter apresentado com o fato mais bonito e original.

Diz-se, ainda, que dançou toda a noite com a filha da condessa, uma jovem lindíssima, com cabelos cor-do-sol, olhos cor-do-céu e a alma cor-da-lua que ilumina a maior escuridão.
O final? Soltem a vossa imaginação e adivinhem-no!...

Lídia Valadares
01/02/2009

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Comunidade de Leitores

Criar uma ligação afectiva aos livros e à leitura em pré-leitores e leitores iniciais é tarefa que merece o empenho de todos: escola, família e comunidade.



Colaboradores habituais da Biblioteca Escolar, a professora Arminda e o professor Octávio proporcionaram, uma vez mais, momentos de agradável leitura, desta vez aos alunos do 1.º A e aos pequeninos do Jardim de Infância de Lamego n.º 1.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bemol Saltitante, um ratinho ao piano


"O ratinho Bemol adorava música. Por isso, vivia dentro de um piano. era um lugar amplo, elegante e quentinho, mas o que mais lhe agradava era que todos os dias podia ouvir música durante horas.
"

Bemol Saltitante, um ratinho ao piano
Texto: Antonio Amago
Ilustrações: Nuria Rodriguez
Música: "Fantasia Kortakowsky: David López Cruz
Quidnovi

Inclui CD-Rom interactivo
Lê, ouve e joga na tua biblioteca.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Teatro Ribeiro Conceição


No âmbito da disciplina de Estudo do Meio, mais concretamente no estudo do passado da sua localidade, os alunos do 4.º ano da turma D, da escola de Lamego n.º 1, realizaram um filme para conhecer e dar a conhecer um pouco mais da história do Teatro Ribeiro Conceição.

Vê na tua biblioteca.

O Presente e o Passado do Teatro Ribeiro Conceição
Alunos do 4.º ano, turma D
EB1 de Lamego n.º1

sábado, 31 de janeiro de 2009

Comunidade de Leitores

"Era uma vez um coelhinho branco. Um dia foi buscar couves à horta para fazer um caldinho. Quando o coelhinho branco voltou para casa, encontrou a porta fechada e bateu: - Quem é? - perguntou um vozeirão lá de dentro."

O Coelhinho Branco
Ballesteros, Xosé; il. Villar, Óscar
Kalandra
Prémio Nacional de Ilustração na Espanha, 1999





Regina Guedes , vice-presidente do Conselho Executivo, visitou a Biblioteca Escolar de Sucres e surpreendeu os alunos dos Jardins de Infância de Magueija e de Sucres com um teatrinho de fantoches.
A história escolhida foi "O Coelhinho Branco" de Xosé Ballesteros.
No final ainda houve tempo para brincar com as rimas do texto.





quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Encontro com Maria Elisa de Carvalho



"Quem nunca pensou recorrer ao pó de perlimpimpim
para ir de um lado para o outro num passe de mágica? Mas enquanto o perlimpimpim existir apenas na ficção, a melhor alternativa será esticar o braço em direcção à estante mais próxima e procurar na prateleira aquele livro empoeirado..."

Maria Amália Camargo (Brasil),
Um mar de histórias para descobrir o mundo



Com apenas 7 anos, Maria Elisa de Carvalho é já autora de um livro de contos.
Com o seu "Livro de Magia", Elisa de Carvalho revela um olhar atento sobre a realidade que a cerca e um mundo repleto de fantasia.
Terça-feira, dia 27 de Janeiro, os alunos do 2.º ano da Escola EB1 de Lamego n.º 1 tiveram a oportunidade de conhecer a escritora do "Livro de Magia" e de a surpreender com dramatizações e leituras dos seus contos. Seguiu-se uma sessão de perguntas em que a pequena Elisa soube transmitir aos meninos da sua idade toda a paixão que dedica à escrita e à leitura.